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Estou de volta para o meu sertão

Estamos de volta!

Assim como diz a canção, a inspiração da nossa nova coleção, “Sertão”, é a mesma temática que foi enredo para obras literárias, canções e filmes ao longo da história do país e que também estará presente nos próximos escritos de nosso Blog.

A palavra “sertão” vem da abreviação de “de-sertão”, alusão à similaridade das terras quentes e secas dos desertos. O Sertão Nordestino foi palco de dramas, tragédias e romances na vida de muita gente. Fictícias ou reais, as histórias dos antepassados de diversas pessoas que residem nas capitais são referência da cultura popular.

As raízes e a contemporaneidade do nosso povo nos trouxeram hoje, como marca, a intenção de homenagear a forte tradição que permeia e envolve o sertão.

TRÊS OBRAS SOBRE O SERTÃO
– “O Quinze”, de Rachel de Queiroz

O romance narrado em terceira pessoa traz a história de uma família de retirantes do Quixadá, onde a seca de 1915 assolou as terras e levou muitos à morte. A autora narra o drama e as dificuldades vividas pelo vaqueiro Chico Bento e sua família na saga de chegar na capital Fortaleza em busca de uma vida melhor.
São 26 capítulos que trazem reflexões quanto à pobreza e os problemas sociais vividos por aqueles que não encontram outra alternativa na vida a não ser retirar-se de sua casa para sobreviver. Como o primeiro livro de Rachel de Queiroz, publicado em 1930, a obra também virou filme, lançado em 2004, dirigido por Jurandir de Oliveira.

– “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos
O autor alagoense conta a história de Fabiano, sertanejo que não foi à escola e personifica o ‘peão do sertão’. Publicado em 1938, o romance é dividido em 13 capítulos sem linearidade, podendo ser lido de forma aleatória.

A saga de Fabiano, que trabalhava em uma fazenda com um patrão bruto, passa por sua prisão e retorno para a família envolvido sempre em um tom de drama e dor. Sua esposa e dois filhos, junto à cadelinha Baleia, são personagens que têm influência direta em sua vida e, durante a narrativa, as diferentes dinâmicas entre cada um trazem diversas reflexões e ensinamentos quanto à vida familiar.

Assim como na obra de Rachel de Queiroz citada anteriormente, “Vidas Secas” é uma narrativa que envolve o leitor no drama familiar vivido pelos personagens que carregam a força da vida na luta pela sobrevivência.

– “Menino de Engenho”, de José Lins do Rego
Assim como as obras anteriores, o primeiro romance de José Lins do Rego faz parte da série de obras que foram lançadas na década de 30, em tom crítico, inspiradas nas dificuldades vividas pela população sertaneja do Nordeste.
Lançada em 1932, a obra narra a história de Carlos, uma criança que mal conheceu a vida e sentiu muitas das piores dores que alguém pode sentir. Após ter sua mãe assassinada por seu pai, tragédia que muda seu destino, Carlos é levado por seu tio da cidade para o sertão, onde viverá em um Engenho.
O ambiente é retratado pelas vivências do protagonista junto àqueles com quem moldam sua existência e traz as impressões de Carlos diante da triste realidade que presenciou desde menino.
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As histórias inspiradas na dor, mas também na força e persistência de pessoas que aprenderam a lutar desde o primeiro suspiro de vida são, para nós, uma razão para a reflexão diante da desigualdade social que atravessa a história do povo Nordestino – e que, mesmo com tantas dificuldades, foram vitoriosos por nunca desistirem e lutarem por uma vida melhor.

Por Larissa Barreto
@larissabarretog

 

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